27.6.17

[quase] verde ♥ detergente lavar-roupa

Aos poucos a coisa vai. Já consegui reduzir às embalagens de iogurte. Finalmente, ao fim de algumas tentativas falhadas, consegui colocar a minha nova Yogurt Nest a fazer iogurte para os meus iogurte-snacks que falo aqui. Ainda não consegui a versão vegetal mas a versão com leite de vaca finalmente saiu sólida. Aprendizagem: comprar um termómetro de iogurte, não é tão caro assim e no fim compensa, se o tivesse feito desde o início provavelmente teria deitado fora muito menos leite do que deitei. Cuidado com os iogurtes que compramos para a confeção do nosso primeiro iogurte feito em casa. Aqui no país de sua majestade não é fácil encontrar um bom iogurte simples, de aroma ou natural. Só consegui obter um iogurte realmente sólido quando adquiri o yogurt starter. Próxima experiência será fazer iogurte usando do iogurte previamente feito em casa com o yogurt starter.

Outra coisa que consegui alterar foi o sabonete liquido para as mãos, o que usava acabou e optei por não comprar mais nenhum e sim fazer um natural, melhor para a nossa pele e para o meio ambiente, um destes dias falo dele.
O que venho hoje contar é sobre o detergente da roupa que foi dos primeiros que alterei assim que o meu pó de lavar roupa acabou. Para ser sincera já não estava muito contente com o que tinha por isso não foi difícil deixar de o usar. O que fiz foi basicamente um regresso ao tempo das nossas avós com a vantagem de termos máquina de lavar-roupa da qual não consigo abdicar.

Esta foi mais uma dica da M. a receita do detergente da roupa está aqui em português, pelo que não se justifica duplicá-la aqui no blogue. Só precisarás de um sabão (eu usei Clarim original que foi o que consegui arranjar numa mercearia portuguesa aqui no Reino Unido) e água. Usei a segunda opção para a preparação e tenho usado o detergente dentro do tambor da máquina de lavar. Em vez de £10 libras ou mais gastei cerca de £1, uso-o há cerca de um mês e ainda tenho metade do garrafão.

Não vejo grandes diferenças em relação ao anterior que me custava 10 vezes mais, as mesmas nódoas que não saiam continuam a não sair e por estranho que pareça parece que a roupa fica mais fresca, também pode ser a minha carteira que respire melhor e me esteja a influenciar a nível da frescura.

[imagem capa]

26.6.17

monday mood

umdois três 
 
Somos tão submetidos às criticas, aos "não podes" ou "não deves", aos olhares reprovadores, às condenações instantâneas; somos tão amputados dos nossos sonhos e vontades que, quando ganhamos uma certa falsa coragem para os conquistarmos, vimo-nos à espera de uma pancadinha nas costas, um incentivo qualquer, um sorriso de encorajamento, que nunca chega, porque é mais "fácil" negardo que motivar. 
A vida, no entanto, ensina que tudo ficará bem, mesmo que leves uma vida que só tu entendas, mesmo que não tenhas como explicar cada passo e mesmo que não queiras partilhar cada decisão. E é quando não precisas ou procuras a aprovação dos outros, que encontras o auge da tua plenitude, o mais intimo da tua essência, o limiar da tua coragem, a magnitude de poderes ou quereres ser apenas tu.

23.6.17

diário de uma vida [quase] saudável ♥ água aromática

O Verão está aí, o calor veio para ficar (espero), é fundamental andarmos abastecidos de água para não sentirmos sintomas de desidratação. Por estranho que possa parecer, ter sede não é o único sintoma de um caso de desidratação pelo que, a boa leitura dos sintomas que o nosso corpo reproduz é fundamental para que consigamos perceber se estamos a beber água suficiente ou não.

Sintomas como: boca seca e pegajosa, sonolência ou cansaço, diminuição da produção de urina, pele seca, dor de cabeça, prisão de ventre e/ou tonturas podem ser sinónimo de falta de água no corpo.

Eu sou terrível para beber água, sempre foi, e continua a ser, o meu calcanhar de Aquiles no que diz respeito à saúde. Nos últimos dias porém, devido ao calor que se tem feito sentir, tenho-me forçado para vencer a preguiça de beber água e tenho tido o cuidado de ter sempre uma garrafa com água aromatizada ao pé de mim enquanto trabalho. Só desta forma tenho conseguido beber alguma água e me sentido menos mole. 

Hoje, para quem como eu não lhe agrada o consumo de água natural, deixo aqui algumas ideias para tornar a água um bocadinho mais apetecível. A primeira dica é comprar/arranjar uma garrafa, jarro, qualquer recipiente de vidro que gostes e onde possas guardar a água.

Água de morangos: Juntar a um litro de água, 5 morangos frescos, preferencialmente organicos, adoçar com algumas folhas de estévia (opcional). Deixar repousar a água de morangos, no recipiente escolhido e bem vedado, no frigorifico durante todo o dia ou noite, até que a água adquira a cor rosa. Retirar os morangos e servir. 

Água de melancia: Colocar 5 a 6 cubos de melancia num frasco, juntar algumas folhas de hortelã e encher com água. Deixar repoucar no frigorifico por algumas horas.

Água de mirtilo: Despeja uma camada de mirtilos frescos no fundo de um frasco de vidro. Se preferires, adiciona fatias finas de limão ou de lima e um pouco de alecrim, adicionar a água e fechar bem o frasco. O alecrim ajuda a digestão e tem propriedades anti-inflamatórias, ao passo que os mirtilos são ricos em antioxidantes, uma excelente forma de matar a sede.


Água de limão e gengibre: Esta é uma das que mais uso seja com ou sem o gengibre. Para um litro de água, coloca meio limão cortado em fatias finas e um pedaço de raiz de gengibre fresco. Deixa leva ao frigorifico por uma hora, no mínimo, antes de usares.

Água de laranja: Mais uma das minhas favoritas. A um litro de água, junta 1 laranja e 1 pepino cortados em fatias finas. Deixa repousar no frigorifico por cerca de uma hora antes de servir. Também podes adicionar algumas fatias de limão e folhas de hortelã a esta água ou não usar o pepino se não fores fã, como é o meu caso.

E tu? Não tens problema nenhum em beber litros de água ou também tens de arranjar subterfúgios para manteres o corpo hidratado?






22.6.17

num sopro [imperfeições alheias]

De um sopro nascemos e num sopro morremos, no entretanto cabe a vida que nos é tão difícil de entender e tão curta para se absorver cada sonho, cada esperança, cada tristeza, cada luta, cada sorriso, cada bater do coração…

Quando recebi esta semana a notícia da morte de um amigo, com quem partilhei risos e trabalho durante 14 anos, fiquei sem qualquer palavra que expressasse a impotência de um ser humano perante a terrível natureza da morte, da doença que não se consegue combater, da dor que não sai do corpo nem da mente dos que ficam a velar o tempo que será diferente doravante.
Tentar confortar uma esposa e mãe, também ela amiga, que perde numa simples noite o seu “suporte” emocional, o seu companheiro de vida e o pai dos seus dois filhos menores, não é nem fácil nem suficiente para o vazio que chega sem aviso; nestas alturas ficamos do tamanho de uma estrela perdida na imensidão do céu escuro que é a morte, o infinito silenciar e o derradeiro suspirar após uma vida em que não se conseguiu almejar todos os sonhos nem partilhar todos os abraços.

Que jovem acredita passar por tal desespero no auge da vida, quando tem o necessário para ser feliz? Quem se imagina a sofrer com o diagnóstico de um cancro, a passar dias infindáveis por entre tratamentos agudos e a definhar por noites agitadas? Que homem ou mulher se sente capaz de enfrentar tão jovem a ideia de perda de um seu companheiro quando a vida parece caminhar para anos vindouros de arco-íris emocionais?

Eu sempre temi a morte, não sou capaz de ter uma visão singela de entender o fim e nem consigo perder o pânico de enfrentá-la, quando os meus tiverem de se despedir, quando as luzes se apagarem em partes do meu coração e quando eu mesma tiver de fazer a travessia para o nada. Porque não creio em outra vida, não corroboro as ideias de reencarnação e não entendo porque temos de ser finitos; dizem que a maturidade emocional nos concede mais calma, mais entendimento do sofrer nosso e dos demais e dizem que o tempo vai amenizando, não esquecendo, a dor da perda daqueles que nos alegram os dias, que nos ajudam a crescer e a sorrir, os que cuidamos e nos cuidam durante uma vida; dizem e eu prefiro acreditar que assim é, porque é menos doloroso, crer que um dia o nosso coração poderá sorrir de novo após percas irremediáveis, que aqueles que seguem o caminho do sono eterno nos cuidam de um sítio melhor mesmo que não saibamos qual nem nunca nos tenham mostrado.

Quando, na manhã de terça-feira, soube que menos um amigo teria a contar anedotas, a surfar nas ondas da Costa, a amar os seus, percebi mais uma vez o quanto a vida é um sopro entre o acordar e o adormecer.
 Toda esta trémula existência não pode ser em vão, não podemos miná-la com discussões infundadas, com ódios virais, com ameaças à natureza e ao nosso habitat, não devemos construir castelos de areia mas sim perpetuar afectos e construir sonhos com os que amamos e ao redor de dias felizes e noites serenas; podemos e temos de ser mais amor e menos raiva, mais ternura e menos desprezo, mais abraço e menos sofrimento, mais riso e menos choro, mais família e menos individualismo; precisamos de urgência nos momentos felizes, nos jantares entre amigos, nas caminhadas de pé descalço, na harmonia de mente e corpo, na saudade benéfica de reencontros, na música interna que nos faz bater o coração. E urge entendermos o quão belos somos, o quão efémera é a vida e o quanto perdemos de cada vez que não a sabemos estimar e nos perdemos por ninharias e coisas tolas.

Estou viva e convido-vos a viver mais, sempre melhor e num sopro de longa duração.